CLOVIS HUGUENEY
IRIGARAY
É
impossível visualizar as artes no Mato Grosso sem passar os olhos pelo
relevante trabalho do artista plástico Clovis Hugueney Irigaray, desde 1969 vem
dedicando-se a imprimir suas idéias e questionamentos nos mais diversos suportes.
Quase sempre está presente em seu trabalho uma reverencia aos elementos da
cultura indígena. Clovis aborda as questões intrínsecas a totalidade da alma
humana, visualizando seu lado belo, poético bem como a permanência deste valor
chamado amor à vida, como ponto de partida; isso é uma constante em suas telas.
Em todas as fases essa característica se mantém, sem contudo fazer prejuízo à
análise critica da sociedade. Nota se que em suas obras o autor faz um convite
ao espectador a agradecer a criação Divina. Sua pintura ressalta as ¨diferenças¨
e faz ponto de encontro e união entre as culturas, retratando uma realidade
livre de preconceitos e superficialidades.
Clovito como é carinhosamente chamado por seus
admiradores dono de um traço realista, em sua principal temática, imprime as
cores de forma a preservar com riqueza de detalhes os adornos e o cotidiano da
cultura indígena, trazendo a convivência com a sociedade civilizada isenta de
preconceitos.
Sempre em sintonia com o compromisso de expressar
em telas as tendências e mudanças de seu tempo Clovis Irigaray caminha em
constante experimentação, atualmente vem trilhando em largas pinceladas pelo
abstracionismo que segundo ele tem estado cada vez mais presente em suas
inspirações.
Para
o segundo semestre de 2013, no mês de setembro Exposição com outros artistas por ocasião
do Seminário de Educação na UFMT.
Contato
com o artista: 65.92256236
Principais Participações
1.968 - “5 Artistas de Mato Grosso”, Galeria
do Cine Belas Artes – São Paulo - SP;
1.968 - XXIII Salão Municipal de Belo
Horizonte – Belo Horizonte – MG;
1.969 - “8 Artistas de Mato Grosso” Gal. de
Arte Diário da Serra – Campo Grande–MS;
1.969 - III Salão Nacional de Artes Plásticas
do Espírito Santo – Vitória – ES;
1.969 - XVIII – Salão Nacional de Arte Moderna
– Rio de Janeiro – RJ;
1.970 - “4 Artistas de Mato Grosso” Gal.
Goeldi – Rio de Janeiro RJ;
1.970 - Pré Bienal – São Paulo – SP;
1.970 - “5 Artistas de Mato Grosso” Gal. do
Instituto Brasil–EUA –Rio de Janeiro – RJ;
1.970 - Panorama das Artes Plásticas – Campo
Grande – MS;
1.971 - 5 Artistas de Mato Grosso – Instituto
Cultural Brasil/Estados Unidos - RJ
1.974 - Bienal Nacional – São Paulo – SP;
1.975 - XXIV Salão Nacional de Arte Moderna –
Rio de Janeio – RJ;
1.975 - Panorama das Artes- Museu de Arte e
Cultura Popular - UFMT – Cuiabá – MT;
1.975 - VIII -
Salão Paulista de Arte Contemporânea de Piracicaba – SP – Premiado;
1.975 - VI Salão Paulista de Arte
Contemporânea - São Paulo – SP – Menção Honrosa;
1.975 - I Salão de Arte Contemporânea de
Ribeirão Preto – SP;
1.975 - II Exposição Nacional de Arte – Belo
Horizonte - MG
1.976 - IX Salão de Arte Contemporânea de
Santo André – SP – Grande Prêmio;
1.976 - “Mostra realismo” – Paço das Artes –
São Paulo – SP;
1.976 - Arte Agora I/Brasil 70-75 – Museu de
Arte Moderna – Rio de Janeiro – RJ;
1.977 - III Caixego – Goiânia – GO – Prêmio
Aquisição.
1.992 -
Reportagem em revista de circulação alemã (Stern magazin), sobre artistas
brasileiros com enfoque ambiental;
1.995 - II Salão de Arte Sacra, Galeria
N-Artes – Cuiabá – MT – Premiado.
1.996 - XIV – Interart – Presidente Prudente –
SP – Grande Prêmio;
1.996 - III – Salão de Arte Sacra – Galeria
N-Artes – Cuiabá – MT;
1.997 - 4.º Simpósio das Cidades do Patrimônio
Mundial - UNESCO – Évora - PT;
1.997 - Coletiva de Pintores Luso Brasileiros
– Salão da INATEL – Évora – PT;
1.997 - Expoarte – Gal. Móveis São Francisco –
Évora – Portugal.
1.997 - Pintores Atuais do Brasil e Portugal –
Centro Cultural de Azaruja – Portugal;
1.997 - XXXIII
Expoagro (Exposição Agropecuária de Cuiabá), sede da Acrimat – Cuiabá/MT;
1.999 - “Arte
Moderna 99”,
Universidade de Évora, Portugal;
2.000 - Exposição
durante a XXXVI Expoagro, juntamente com os artistas João Sebastião, Humberto
Espíndola e Victor Hugo, no parque de exposições Cuiabá/MT;
2.000 - “Artistas
do Século“, Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT, Cuiabá – MT;
2.000 - VI
Exposição Internacional de Artes Plásticas de Vendas Novas, Museu da Escola
Prática de Artilharia – Portugal;
2.003 - Panorama
das Artes Plásticas em Mato Grosso no Século XX, Museu de Arte e Cultura
Popular, UFMT – Cuiabá/MT;
2.003 - Índios,
onças e Touros, Pellegrim Galeria – Chapada dos Gimarães/MT;
2.004 – III
Bienal de Arte Moderna (artista convidado), Sede da Secretaria Estadual de
Cultura, Cuiabá/MT;
2.013 – Exposição
BATARRA, Casa do Parque. Cuiabá - MT
Individuais
1.969 – Galeria de Arte do Diário da Serra –
Campo Grande – MS;
1.795 – Galeria Guimar – São Paulo;
1.976 – Museu de Arte e Cultura Popular da
UFMT – Cuiabá – MT;
1.993 – Fundação Cultural do Estado de Mato
Grosso – Cuiabá – MT;
1.995 – Anfiteatro da UFMT – Cuiabá – MT;
1.995 – Salão Negro do Congresso Nacional –
Brasília – Distrito Federal;
1.995 – Museu de Arte Contemporânea – Campo
Grande – MS;
1.995 – Galeria Laila Zahran – Cuiabá – MT;
1.997 – Paralela à II Bienal de Arte Moderna
do Estado de Mato Grosso – Cuiabá – MT.
2.002- Exposição
Céu Oficial – MACP/ UFMT – Cuiabá/ MT
2.004 – Exposição
individual de Clovis Irigaray, Pellegrim Galeria de Arte em Chapada dos
Guimarães/MT;
2.012 – Exposição
IRIGARAY, O retorno. Casa do Parque. Cuiabá - MT.
CLOVIS IRIGARAY-
Giz Pastel sobre papel “O cafezinho”
PRESENTE
NA HISTÓRIA
“(...) O trabalho
de Clovis Irigaray, calcado na circunstância de um Estado indígena, oferece ao
público retratos dessa nova realidade paradoxalmente próxima e longínqua, desconhecida
e principalmente ignorada.”
Humberto
Espíndola, 1.975, por ocasião da
Individual
Retratos do Xingu.
(...) Depois da
exposição do Cine Belas Artes tive a oportunidade de ver trabalhos de Clovis em
duas ocasiões diferentes. Pude assim apreciar os progressos surpreendentes que
realizava em período de poucos meses. A ultima série de desenhos me foi
mostrada por Aline e Humberto. Eram de bela fase com temas de viscerais, em que
Clovis se consolidou definitivamente. A riqueza neo-barroca desses desenhos, a
sua vitalidade e elegância de composição, assim como a maneira pessoal e
imaginativa de tratar uma problemática atualizada mostram que Mato Grosso já
possui um desenhista de bom nível nacional. (...)”
Mario Schenberg,
1.975, por ocasião da
Mostra 4 artistas de Mato Grosso
“(...) Clovis
Irigaray busca uma síntese difícil, mas curiosa e mesmo fascinante: o
hiper-realismo aplicado ao levantamento de uma cultura indígena. Nos seus
quadros vemos cortes e aproximações fotográficas de índios em atividades
cotidianas e prosaicas. (...)”
Frederico de
Moraes, 1.975, por ocasião do
Salão Nacional de
Arte Moderna
“(...) Mas como
já referimos, Irigaray não se prende apenas a um registro realista fotográfico.
Seu desenho desenvolve uma linguagem temática vinculada ao social e ao filósofo
que o torna diferente entre os artistas que abraçam esta tendência. (...)”
Aline Figueiredo,
1.975
Livro Artes Plásticas
no Centro-Oeste
“(...) Esse jovem
artista de 26 anos de idade, tem, realmente, um bom desenho figurativo
realístico que, monumentalizado, adquire um novo interesse, inserindo-se na
corrente atual denominada hiper-realismo. (...)”
Ernestina
Karman,1975
Folha da tarde,
SP
“(...) Clovis faz
introspecções. É um rapaz triste. Sozinho. Utópico, que visualiza um mundo
diferente, onde seja o índio respeitado. Anima-o, o índio santo. O índio
imperador. O índio empresário da Coca-cola. O índio todo poderoso dos meios de
comunicação. O índio astronauta. (...)”
Marta de Arruda,
1.995, diário de Cuiabá por ocasião da
Individual em Brasília
no Congresso Nacional
“(...) Clovis
Irigaray teve segundo Camol, o melhor trabalho indiscutivelmente, na opinião
dos jurados. Sua arte contemporânea cheia de expressividade, sem tendência
específica, que não se enquadra em nenhuma classificação, seduziu o júri.
(...)”
Camol D’Évora,
1.996, por ocasião da
ITERART em
Presidente Prudente
onde o artista
conquistou o grande prêmio.
Participações especiais do artista
CD da
banda foi “Mesmo Que Eu Tente Sorrir” Produção
Jô Oliveira,
usando fotos de Raimundo Reis. Ano 1997.
"Clóvis Irigaray - Fragmentos", vídeo exibido e premiado durante o Festival
de Cinema de Cuiabá de 5º
Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá
Ana Paula Sant'Ana, Gilmar Vieira e Oscar Jr. Ano 1998.
Cartão telefônico
sob o título “Universidade da Selva”, a pintura mostra um índio na
biblioteca da universidade. m
comemorações dos 30 anos de fundação da Universidade Federal de Mato Grosso
(UFMT); Ano 2000.
“Clóvis Irigaray: arte, memória, corpo” José
Serafim Bertoloto, a obra é resultado do trabalho monográfico apresentado
no curso de especialização “Estudos em Museus de Arte”, junto ao Museu de Arte
Contemporânea – MAC da USP, São Paulo, em junho de 1998. Ano 2001.
Espetáculo “Pena Que
Cocar Não Tem” 2ª edição do Panorama SESC de Dança (abril/2010). Grupo Casa
– Artes do Corpo contemplado com Prêmio FUNARTE de Dança Klauss Vianna, por
ocasião do espetáculo. Ano 2010
“Antropologia
e Indigenismo na Universidade da Selva” obra da antropóloga Maria Fátima
Roberto Machado com ilustrações do artista. Ano 2009.
“Seminário Educação SEMIEDU 2013 com
o tema Educação e descolonialidade dos saberes práticas e poderes” presta homenagem ao artista imprimindo algumas obras em
todo material gráfico do seminário, inclusive veiculando a imagem de um de seus
desenhos na bolsa oferecida pelo evento. Ano 2013.
REVISTA
CAMALOTE Setembro 2013 edição 61. Ano 2013.
Participação
no evento Morar Mais por Menos e na ocasião foi nomeado embaixador das artes
pela Academia Francesa de Artes, Letras e Cultura (Divine
Académie Française des Arts Lettres et Culture), na solenidade de lançamento da
mostra de arquitetura Morar Mais Por Menos, pelo vice-presidente da Academia
Nikko Kali. Ano 2013.
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CLOVIS IRIGARAY– Coleção Xinguana. Desenho/1975.
AcervoSecretaria de Cultura/MT
CLOVIS IRIGARAY- Desenho sobre papel
CLOVIS IRIGARAY- ÓLEO SOBRE TELA
Giz pastel sobre tela Madona Cobre Acervo pessoal
Floresta óleo sobre tela Acervo INFRAERO/ MT
Acrílico e óleo sobre tela Vaso de Flores